Como funciona a pensão por morte no INSS

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Como funciona a pensão por morte no INSS

Como é Calculada a Pensão por Morte Após a Reforma da Previdência?

A Reforma da Previdência, implementada pela Emenda Constitucional nº 103/2019, trouxe mudanças significativas no cálculo da pensão por morte. Este benefício, essencial para garantir a proteção dos dependentes do segurado falecido, agora segue regras específicas que influenciam diretamente o valor recebido. Entenda como funciona!

1. O que é a Pensão por Morte?

A pensão por morte é um benefício previdenciário pago aos dependentes do segurado do INSS que veio a óbito, seja em decorrência de doença, acidente ou causas naturais. A principal função deste benefício é assegurar o sustento dos dependentes após a perda do provedor.

2. Principais Mudanças Após a Reforma da Previdência

Com a Reforma da Previdência, o cálculo da pensão por morte foi alterado, e algumas regras passaram a impactar o valor recebido pelos dependentes:

  • Base de Cálculo: A pensão é calculada com base no valor da aposentadoria que o segurado recebia ou no valor da aposentadoria por incapacidade permanente a que ele teria direito na data do falecimento.
  • Percentual do Benefício: O benefício será equivalente a 50% do valor da aposentadoria, acrescido de 10% por dependente, até o limite de 100%.

3. Exemplos Práticos

  • Um segurado que deixava uma esposa e dois filhos dependentes:
    • Base de cálculo da aposentadoria: R$ 3.000,00.
    • Percentual básico: 50% (R$ 1.500,00).
    • Acréscimos: 30% (10% para cada dependente).
    • Valor final da pensão: 80% de R$ 3.000,00, totalizando R$ 2.400,00.

4. Duração do Benefício

Outro ponto importante é que a duração da pensão por morte depende da idade e da condição dos dependentes:

  • Cônjuge jovem: Até 3 anos de benefício.
  • Dependente inválido ou com deficiência: Pensão vitalícia.

5. Como Solicitar a Pensão por Morte

Para solicitar o benefício, os dependentes devem acessar o site ou aplicativo Meu INSS e reunir os documentos necessários, como:

  • Certidão de óbito do segurado.
  • Documentos de identificação dos dependentes.
  • Comprovação de união estável ou dependência econômica, se necessário.

6. Conclusão

A pensão por morte é um direito fundamental, mas as novas regras exigem atenção redobrada para garantir o cálculo correto. Em caso de dúvidas ou dificuldades no processo, conte com a ajuda de um advogado especializado em Direito Previdenciário.

ANA PAULA BERBERT MOCELIN – ADVOGADA APOSENTADORIA EM CURITIBA

Contato: (41) 99957 1538

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